O que mais nos agrada nos nossos amigos é a atenção que eles nos dedicam". (
Tristan Bernard )

sexta-feira, 16 de março de 2018

Mãe de vereadora morta no Rio nasceu na cidade de Margarida Alves, na PB

A vereadora Marielle Franco, do PSOL, morta a tiros no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiroa, na noite desta quarta-feira (14), é filha da paraibana Marinete da Silva.

Ao Portal ParlamentoPB, a tia da vereadora, Marlene Cavalcante, que também é paraibana e mora nos Bancários, em João Pessoa, disse que o crime deixou a família “arrasada”.

“Toda a família está arrasada, todo mundo abalado, uma tristeza imensa. Minha irmã está arrasada”, disse Marlene.

A mãe de Marielle Franco, Marinete da Silva, nasceu na cidade de Alagoa Grande, terra da líder sindical Margarida Maria Alves, que também teve a vida ceifada de forma violenta.

Dois primos de Marielle, que moram em João Pessoa, viajaram para o Rio para o velório e sepultamento, que aconteceu no final da tarde desta quinta-feira (15).

A morte de Marielle, defensora dos direitos humanos e da igualdade social, chocou o país e repercutiu no mundo. A vereadora voltava de um evento chamado “Jovens negras movendo as estruturas”, na Lapa, na noite da quarta, quando, de acordo com testemunhas, teve o carro emparelhado por outro veículo, de onde partiram os tiros.

Ela estava dentro de um carro acompanhada de um motorista, Anderson Gomes, que também foi morto, e de uma assessora, que foi ferida apenas pelos estilhaços dos vidros quebrados do veículo. A vereadora estava indo para casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio.

Há duas semanas, Marielle havia assumido a relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio criada para acompanhar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e vinha se posicionando publicamente contra a medida.

A parlamentar também chegou a denunciar, em suas redes sociais, no fim de semana, uma ação de policiais militares na favela do Acari. “O 41º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando moradores de Acari. (…) Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior”, escreveu.

Redação com ParlamentoPB

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